Minha Tempestade


Hoje pela manhã os meus olhos entraram em erupção,

E pude ver a fumaça expelida entre a vermelhidão vulcânica,

Que se conteve ante a presença de minha mãe,

Tentando enganar quem me conhecia antes mesmo de nascer.


Uma breve conversa, um grande amigo,

A minha voz trêmula, a tosse seca de três semanas,

E a minha mãe analisava os sinais que, sem perceber, meu corpo deixava passar.

Tudo isso antes de fugir para o banheiro...


Figura que muitas vezes está ligada a um sinal de fraqueza,

Outras, de honestidade ou hostilidade.

O fato é que entre aquelas quatro paredes por um bom tempo,

O mundo lá fora deixou de existir

Em respeito a dor que me consumia.


As coisas ficaram realmente difíceis para mim:

Mal saído dos 23,

Como se tivesse vivido o dobro disso ou mais,

E por trás de um rosto moço,

As marcas que fazem o peso dos anos vividos nas minhas costas.


Abro os braços para a tempestade que se aproxima,

Enquanto os ventos levam para longe aqueles que ainda têm algo para viver...

Eu sigo em direção à origem zero das ventanias,

E nesse instante o mundo deixou de existir mais uma vez!

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