• Elisa Ribeiro

Paisagem marinha

Deslizam espumas reluzentes

Na superfície calma e cerúlea

Velas cortam o horizonte

Sob elas, o mar é paciente


Rasgam o ar em rasantes voos

Gaivotas barulhentas e famintas

Tolos peixes falham em fugir

E o mar, maldosamente, ri


Na areia, o casal distrai o tempo

Meio dia, o sol ardendo a pino

Não há brisa marinha ou vento

Só o mar gelado... batendo


Nem percebem a onda violenta

Que o menino à beira d´água entretido

Derruba e arrasta sem motivo

E o mar, sem trégua, arrebenta


Quando acodem, assustados e aos gritos,

Já então o menino não respira

Choram lágrimas urgentes e aflitas

Mas o mar, indiferente, se retira

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